Livros Gratuitos


Oi gente, tudo bem?
Hoje vim trazer links de livros gratuitos para quem está doido para ler, mas está meio duro.
Vamos lá.


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Como descobri que eu era escritora.



Oi gente, tudo bem com vocês?

Quem realmente me conhece ou acompanha pelas redes sociais sabe que sou um pouco reservada e sempre evito de expor minha vida particular. Não é por mal, apenas não gosto muito de aparecer. É difícil pra alguém como eu se expor e deixar que as pessoas mergulhem nas coisas mais pessoais. Não que eu tenha um segredo sórdido ou tragédias piores do que a maioria das pessoas. Nada disso. 

Talvez seja o meu lado artístico que prefere que minhas obras e palavras cheguem ao mundo ao invés do meu rosto, talvez eu apenas não consiga lidar bem com a exposição. Vai saber.

Adoro participar de entrevistas e me considero uma pessoa bem comunicativa, mas quando a pergunta é pessoal demais a coisa complica.

Bom, hoje resolvi vencer o desafio e abrir uma particularidade minha. Acordei hoje com a sensação de que devia isso para quem me segue, para os leitores incríveis que me procuram ou fazem seus comentários sobre meus livros e é isso que eu vou fazer.

Vamos voltar no tempo?

Quando eu era criança fui embora do Rio Grande do Sul com a minha mãe, meu irmão e minha irmã mais novos. Viemos morar em Santa Catarina por uma série de motivos que vão além do que sou capaz de contar aqui hoje. (Um desafio por vez, ok?).

Meu irmão tinha quatro anos na época e por algumas razões acabou tendo que voltar para o Rio Grande do Sul para morar com a avó. A vida era difícil e ficar sem ele era ainda mais.

Na época eu não tinha uma orientação, minha mãe não tinha tempo para observar os meus dons e me estimular, nós queríamos sobreviver, reunir a família de novo e não morrer de fome.

Eu já escrevia historinhas nos meus cadernos e também desenhava roupas. Sonhava em ser uma Spice Girl (Eu queria ser a Spot, mas nunca aprendi a dar uma cambalhota direito).

Quando estava na oitava série, naquele mesmo ano, conheci três grandes amigas com quem falo até hoje e a quem amo como irmãs, mesmo um pouco mais distantes. Nós éramos doidas pelos Backstreet Boys, tocávamos ovo na cabeça umas das outras nos aniversários e criávamos maquetes horríveis para os projetos de ciências.

Eu não era uma criança/adolescente triste o tempo todo, mas não era nem de longe uma criança como as outras. Sempre fui de ficar no meu mundo particular, de viver nos meus pensamentos e pensar sempre foi minha melhor qualidade e meu maior defeito. Porque quem pensa demais às vezes acaba deprimido.

E aos doze anos de idade eu me sentia uma criança deprimida, sem futuro e sem nenhum talento aparente (quem diria né?). Sonhava em sair de casa e ganhar na loteria para nunca mais dormir sem janta. Queria ter uma livraria, uma casa de dois andares e o meu irmão por perto.

Eu seria uma boa protagonista de um livro dramático na época. Sonhando com o Keanu Reeves (meu eterno amor platônico) e com um hamburguer da famosa cadeia de fast foods. 

Estive mesmo desmotivada nesse período e cheguei a pensar que na vida não havia um lugar pra mim, que não podia chegar a lugar nenhum e que sonhar não é possível quando ninguém acredita em você ou quando seu estômago está roncando.

Foi quando a professora de português, professora Vera, deu a tarefa que mudou a minha vida. Ela deu o início de uma história e pediu que nós criássemos um conto. E foi o que eu fiz.

Quando terminei e ela conseguiu ler e me avaliar, recebi não só uma nota boa, mas uma frase que mudou a minha vida pra sempre.

"Graci você é uma escritora, nunca perca isso".

Daquele dia em diante eu tive um proposito, tive certeza do que eu era e para que eu tinha nascido. Demorou muito, mas eu cheguei lá. Escrevi um livro, contos, participei de concursos onde fui premiada. Trabalhei duro. Desisti algumas vezes, voltei atrás com mais paixão. Chorei, ri, estudei muito. Mergulhei de coração na literatura.

Faz quase vinte anos que sei que sou uma escritora e finalmente posso dizer pra minha professora que ela tinha razão e agradecer de todo meu coração por ter sido a pessoa que me fez ver aquela que seria a paixão da minha vida, escrever.

Posso ter começado a inventar histórias quando era bem pequena e ficava na frente do espelho da minha avó, mas foi quando fiz essa tarefa que descobri que tinha mesmo nascido pra isso.

E hoje, finalmente, estou lançando meu segundo livro por uma editora e da forma tradicional, sem pagar e tendo que correr feito doida pra vender livros.


Por falar nisso, vocês já viram a capa do meu novo livro?



“Não quero ficar vivo mais do que o necessário, mas viajei por muitos mundos e vivi o bastante para aprender que certas coisas são necessárias em horas difíceis. Você não sente o mal vindo, Cass? ”

Meses se passaram desde o caso Lemúria, em que Cass deu seu showzinho de imortalidade ao salvar a vida de Luke e ainda mandou um demônio direto para o andar debaixo. Agora ela está novamente metida até o pescoço numa confusão repleta de invocadores do mal e criaturas fedorentas que insistem em tentar cravar os dentes nela e nos seus amigos. Com a ajuda dos irmãos Pendragon, o mau-humor do amigo Luke e os feitiços do esquivo Gael, ela terá de lutar com todas as forças e poderes para salvar alguém muito importante, vindo direto do seu passado. Decisões difíceis, muitas lágrimas e mortes inevitáveis quando o fim é apenas o começo.

E tem promoção no site da editora Pendragon. Clique Aqui e faça parte dessa corrente pela literatura brasileira.






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Resenha: Arthannya de Vera Lúcia Cervi Mattei

Oi gente,

Hoje vamos falar de livro nacional. 

Esse livro  foi cortesia da autora e tenho algumas considerações a fazer antes de contar mais sobre a trama.

Primeira coisa que tenho a dizer é que o livro chegou super fofo, com embalagem prateada e fitinha. Vieram marcadores de páginas lindos. 

Além disso a diagramação está ótima e não encontrei erros. 

Bora conhecer a trama?



Lúcia sentiu algo mudar quando o viu pela primeira vez, despertando em si sentimentos  fortes e verdadeiros. E sempre quando encontram aqueles olhos cinza, ela sente sendo sugada a dois grandes abismos, como se ele enxergasse muito além do que é permitido, do que é aceitável.  Quem é ele? E de onde veio? Toran leva uma vida cheia de compromissos e responsabilidades. Mas assim que a vê, ela passa a ser sua prioridade. Ele tem uma missão a cumprir. Ele sabe o que quer e o que veio buscar. Toran não recua. Ele avança sem pedir licença. E Lúcia? Será que deve largar tudo para embarcar nessa viagem e mergulhar de cabeça nessa imensidão de sensações?  E o que é pior? Estará disposta a enfrentar um bombardeio em terras desconhecidas? Sabendo que, no meio desse fogo cruzado, ela precisará se resguardar, se impor e, principalmente, sobreviver?



Mais algumas considerações:

A princípio a leitura não me prendeu muito, senti um pouco de falta de uma leitura critica, pra dar uma limada na trama, deixar mais fluída e menos enrolada.

Achei a Lúcia um pouco sem graça e algumas partes confusas como a dificuldade de subir a escadaria, logo nas primeiras páginas.

Contudo, no decorrer da trama a autora conseguiu desenvolver melhor a personagem e logo fui fisgada. 

Achei que a Vera, autora de Arthannya tem dom para mistério, pois foi justamente o clima de mistério do livro que me fez virar página depois de página, na expectativa do que viria a acontecer.

Mas vamos falar da trama:

A Lúcia é uma jovem mulher normal, com qualidades e defeitos, que tem uma vida estável e um bom emprego. Algo de que se orgulha.

Além de uma marca de nascença que a deixa constrangida, ela não sabe nada sobre seus pais, pois fora abandonada por eles. 

O livro nos leva a conhecer também o misterioso Toran, que entra na vida de Lúcia pra ficar...

Por causa da forte atração entre os dois, Lúcia se vê envolvida numa trama de intrigas, romances e muito mistério. E ela vai mergulhar de cabeça nessa história que tem muito a ver com suas origens, as verdadeiras origens.

Além disso tudo, lá pelas tantas a autora nos apresenta um mundo novo e envolvente, que nos faz querer comer o livro, de tanta ansiedade pelo final.

Bom, pra não dar mais spoilers e estragar o prazer da leitura de vocês, só o que posso dizer é que vocês vão rir, suspirar e amar esse livro. LEIAM.


Classificação: Muito Bom.






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Rigor na escrita


Oi gente, tudo bem com vocês?

Hoje vamos falar de Rigor na escrita e sobre aqueles terríveis vícios que deixam nosso texto com cara de amador.

Uma coisa que confunde muito os autores iniciantes é a forma como vai narrar sua história e deixar mais verossímil, sem deixar aquele texto duro e cansativo.

Bom, essa é uma questão bem importante e causa o maior dilema. Por um lado não queremos deixar o texto seco e por outro não podemos nem pensar em usar coisas como vícios de linguagem, repetições e gírias muito locais.

Mas isso é uma coisa que a gente resolve com uma boa revisão do livro. Sim, depois de você escrever e antes de mandar para o seu revisor ou copidesque ou leitor crítico, você deve fazer uma leitura completa e até uma reescrita do livro, buscando deixar muito melhor a narrativa, cortando erros básicos, repetições e os problemas de linguagem.

Para ajudar a entender melhor, vou deixar um vídeo em que eu falo um pouco sobre isso.


É isso aí, vamos nessa escrever um livro?


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Resenha Jardim das mentiras de Eileen Goudge

Oii gente e aí tudo bem com vocês??


Hoje vou falar com vocês de um livro super antiguinho já e que me deu um trabalho danado pra achar pra comprar, o Jardim das Mentiras.

Esse livro foi um grande Best Seller de 1989, tem quase a minha idade...

Pra vocês compreenderem porque cheguei a ele, vou ter que explicar um pouco mais sobre o que eu faço. Aqui, quem já me acompanha sabe que eu sou beta reader, ou seja, leitora critica de livros, e pra fazer isso com qualidade eu leio muito, mas não leio só clássicos ou só livros comerciais, leio de tudo, principalmente livros que tratam da técnica literária e coisas do gênero. Mas, enfim, esse livro eu peguei a indicação por um outro que estava lendo. O autor do outro livro é marido da Eileen Goudge e também o maior agente literário dos Estados Unidos, Albert Zukermann. Eu estava lendo um livro sobre best seller dele e peguei algumas indicações. Alguns eu já tinha lido e reli e outros comecei a conhecer.
Então, esse livro chegou as minhas mãos, depois de cavoucar os sebos do país todo...

Vamos conhecer melhor ele???

Título: Jardim das Mentiras

Autor: Eileen Goudge

Ano: 1989

Páginas: 560 (Imagina a minha cara quando vi esse número)

Coleção: Super Sellers

Editora: Record e Altaya


Numa sombria noite de julho, em 1943, Sylvie Rosenthal dá à luz uma menina morena, filha de seu amante Nikos. Atormentada pelo medo de que seu marido, mais velho e muito rico, venha a abandoná-la e aproveitando-se de uma trágica oportunidade do destino, ela troca a filha por uma menina loura, cuja mão acaba de morrer no incêndio que ameaçava destruir o hospital.Rose, a verdadeira filha de Sylvie, cresce numa pobreza digna, cuidando de uma avó detestável. Luta para ser advogada, sob a orientação do brilhante e afetuoso Max Griffin, que a ama com uma paixão que levará anos para ser declarada. Rachel, criada como filha de Sylvie numa elegante mansão, dedica sua vida à medicina. Marcada por uma decepção amorosa, ela se apresenta como voluntária pra servir no Vietnã, onde luta para salvar a vida de um soldado e acaba se apaixonando pelo unico homem que jamais deveria ter conhecido.Este irresistível romance se desenrola das ruas de Manhattan às selvas do Vietnã assolado pela guerra e culmina em Nova York, numa dramática cena de tribunal, onde finalmente vem à tona o terrível segredo que reside no âmago do Jardim das Mentiras.

Minha opinião:

Francamente, eu não sou muito fã de romances que tenham um "quê" de época, a não ser os futuristas, mas acontece que esse livro se encaixa perfeitamente na minha listinha dos livros com grandes protagonistas mulheres. E vocês sabem como eu adoro uma boa trama, cheia de nós né?

Bom, de qualquer forma não é um livro que ocorre em épocas tão distantes, a Guerra do Vietnã foi a bem pouco tempo se pararmos pra pensar o tempo de existência desse nosso mundo.

O Prólogo do livro é muito intenso e tem várias páginas, todas narradas pelo ponto de vista da Sylvie, uma mulher que se casou com um homem bom, mas por quem não sentia nenhum desejo sexual, apenas afeto e carinho. O que acontece é que ela se vê extremamente atraída por um homem que trabalha em sua propriedade, o Nikos e ele retribui. E como prova de que, quando a gente apronta a gente se ferra, ela fica gravida. Espera, desesperadamente que a criança tenhas as feições do marido, pele e olhos claros, mas e menininha nasce a cara do amante e isso a deixa desesperada. No hospital ela conhece uma mulher bonita, esposa de um militar e já mãe de duas meninas praticamente louras. Pra dar uma mãozinha, o hospital pega fogo e ela salva a vida da filha da sua companheira de quarto. Quando chega a salvo ao lado de fora com a criança, as freiras, que são também as enfermeiras, confundem que a menina que ela carrega é sua, e ela acaba concordando. É quando sua filha vai viver com a família da moça que morreu no incêndio e ela assume a filha da moça.

Sylvie mergulha num mundo só seu, passando anos e anos com essa ferida aberta, essa dor por ter feito o que fez e escondendo esse terrível segredo.

O que ela não esperava é reencontrar a filha biológica depois de tanto tempo e em tais circunstancias. 

Depois de crescer em meio a miséria e ainda ter que cuidar da avó, que só faz em destratá-la e dizer que ela só pode ser fruto de uma traição de sua mãe, Rose cresce e se torna uma brilhante advogada, com o apoio de um advogado que a ama muito.
Rachel, por sua vez, que foi criada com todo o conforto, como se fosse mesmo filha de Sylvie, se torna uma médica que acredita ser frigida, pelo menos por boa parte do início do livro, quando ela está procurando um cara para ajudar a resolver a questão da virgindade. Ela se dedica muito a medicina e vai para o Vietnã, como voluntária, depois de sofrer uma grande decepção amorosa.

Gente, esse livro é simplesmente fantástico, comecei a ler e de repente já haviam passado cem páginas e eu não conseguia nem pensar em parar.
Com um desfecho incrível, a autora criou um livro cheio de pequenas tramas que culminavam com o encontro das duas filhas de Sylvie, a verdadeira e a de criação.

Um final de marcar a alma da gente eu digo, todo mundo precisa ler esse romance, e não é a toa que ele vendeu tanto.

Bom, apesar de ter muitas páginas, você começa a ler e conhecer os cenários, as personagens e se envolver com a trama como se estivesse não apenas vendo um filme, mas vivendo ali, com a Rachel, ou com a Rose, ou ainda com a Sylvie.
Os personagens evoluem e ganham proporções quase reais, com dilemas, qualidades, defeitos, tamanha é a profundidade dessa criação.

É isso gente, esse livro entrou pra história de todos os que eu já li, me marcou como pessoa e como leitora.
LEIAM!


Classificação: Favorito

Por enquanto é isso...

XXOO
Graci Rocha




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Conto lágrimas de um louco

*Conto Premiado e selecionado para a Antologia Amores Impossíveis.
Lágrimas de Um louco

Um feixe de luz invade a cela fria e úmida em que aguardo pelo final. Um final triste e solitário, tão digno do meu merecimento. As paredes revestidas por flores desbotadas e a solidão do branco deste quarto me envolvem e aconchegam numa penumbra quase sóbria, não fosse o turbilhão atordoado que fica remoendo o pouco que ainda me resta do passado. Pensamentos vêm e vão num lampejo frenético que aos poucos devolvem algum pingo de sanidade e memória a esta carcaça inútil que jaz a espera da morte. Uma morte lenta e dolorida, assim espero. E espero porque a desejo. E a desejo com a mesma intensidade que um dia clamei pelo sentimento maior e mais amplo que pode ser conhecido por um simples mortal, o amor. E eis o culpado de todo o tormento do mundo, de todas as guerras e de todo ódio.


Em tempos tão científicos e tão dotados de saberes me atormenta não ter podido compreender antes o que me ocorria nas entranhas da mente e no entorno de um mundo cínico, evitando o que hoje me consome, da mesma forma que um verme corrói a carne fétida de um moribundo no túmulo.
E cá estou divagando obscuridades e cuspindo impropérios sem ao menos recordar-me com exatidão do que me aflige o âmago e tanto atordoa os sentidos. Não. Eu não sou um velho que, dominado pela caduquice da idade avançada, esquece-se daquilo que lhe marcou a pele, durante os anos de vida. Longe disso, me sobram os anos e me falta a vontade de viver.
Até que vivi por um tempo, e numa intensidade que se poderia apreciar, ou talvez não. Desde que contada da maneira correta daria uma história interessante, ou talvez não. Vejamos se ainda é possível juntar alguns respingos do trajeto de vida e misturar com o que me pôs aqui nesse lugar inóspito, que em nada melhora minha latente vontade de entregar-me ao miraculoso Hades, e quem sabe consiga narrar algo um pouco compreensível.
Augusto Luiz de Almeida e Campos, um nome tipicamente conjugado e digno de uma classe um pouco mais abastada, ou talvez até mais‘abestada’, regalo de meus amados progenitores, quando, neste mundo, fui jogado aos cuidados de uma boa babá. Mas enfim, abrandando o sarcasmo que vez ou outra me parece dominar, voltemos à questão que me põe nessa conversa desordenada, se é que ainda está ai ouvindo meus devaneios de louco.
Ah! Esqueço que estou só neste quarto, torturando-me enquanto aguardo que alguma enfermidade trate de me levar para outro mundo. E que ela surja de uma vez, pois esta ansiedade me atormenta ainda mais que qualquer outra melancolia deste lugar. Mas, afinal do que estou mesmo falando? Por que anseio por dor, quando deveria estar vivendo o que os vinte e poucos anos de vida podem oferecer?
Ah! Sim, por causa daquele dia e por causa de todo aquele sentimento.
Caminhei pela sala sentindo o aroma adocicado de seu perfume, era inebriante e assombrosa a sensação que me causava aquele cheiro, um misto entre desejo, medo e paixão. Subi as escadas com a calma habitual cogitando se a encontraria, nua, sobre os lençóis alvos, ou em seu famoso banho restaurador, repleto de ervas excêntricas que poderiam talvez, matar alguém. Ou, quem sabe ainda, em alguma de suas artimanhas conquistadoras que me seduziam pura e simplesmente.
Em sua sutil e dissimulada e, também, displicente maneira de ver o mundo havia feito a maior proeza de todas, me tornando seu de uma forma a não ter, jamais, volta. E eu era seu, completa e intensamente. E não tinha pretensão de retornar, fosse o que fosse, houvesse o que houvesse.
As brigas por causa das milhares de toalhas molhadas sobre a cama, das inúmeras pastas dentais apertadas no meio, dos incontáveis sapatos jogados pela salinha que chamávamos de nossa, me causavam um prazer quase orgástico. E havia naquela comum vida de dois, o que se chama de amor.
Já disse que o amor é o causador de todos os males do mundo?
Ah! Sim, é sempre culpa do amor. Eu aqui, nesse sofrido esperar pela passagem que me há de guiar para o mundo dos ‘não vivos’ tão dolorosamente, para que eu pague pelos pecados que um dia devo ter cometido, é, portanto, culpa do amor.
Mas até àquele dia não fazia ideia do quanto aquele doce sentimento me podia matar por dentro, me levar a loucura e ao mesmo tempo trazer de volta. E agora, refletindo sobre isso, percebo que o mais real desse obtuso e descarado tal de amor é ele ser assim, doloroso, sofrível de um jeito quase inacreditável. E cá começo eu com os impropérios novamente. Voltemos aos fatos.
A conheci por acaso. Simples assim. Apaixonei-me tão prontamente quanto poderia ser possível, mandei flores, tentei parecer digno, romântico, intelectual e bastante merecedor de seus mais puros sentimentos. A conquistei de fato, não com a imagem de bobo que tentei fazer, mas com o mais comum de mim que se expressava ao vê-la. Um verdadeiro eu que só emanava quando ela sorria das piadas abobalhadas, ou quando brigava por algum direito, ou ainda quando cantarolava desafinada, tentando minimizar o nervosismo.
Fui amado, pude sentir a cada dia em que vivemos a intensidade um do outro, a cada toque em sua pele, a cada suspiro seu depois de amá-la.
Eis que as lágrimas me afloram de um jeito que só a morte pode sanar.  
Agora, olhando o entorno, vendo as paredes, a porta trancada, a vida insossa pela qual rastejo até o momento que tanto espero, percebo, e mesmo que pareça um clichê, ainda mais vindo de um desvairado como eu, que fui feliz. E se pudesse sentir só mais uma vez, um pouquinho que fosse, só um instante daqueles momentos...
Porque não tiro, eu mesmo, a vida deste corpo indigno e desgraçado, de uma vez por todas? Pelo único e simples motivo de que me faltam apetrechos necessários para tanto ou talvez seja a fraqueza do âmago a verdadeira culpada. Aproposito, você ainda está ai, do outro lado dessa maldita porta que me impede de ver o mundo novamente? Do que estávamos falando mesmo?
Ah! Estou só não é mesmo? E a porta nem está trancada.
     E volto a sentir-me tal como um velho zonzo, falando com as paredes, murmurando bobagens, mas a bem da verdade é que atordoado sim, velho ainda não, para minha infelicidade, pois se já estivesse em idade avançada, mais perto da morte estaria.
E começo novamente com as súplicas. Que papel desprezível, que falta de hombridade. E mais uma vez me perco dos fatos, transitando nessa linha tênue em que se instalara minha sanidade e meu tormento.
Subi as escadas com a imaginação inflamada de um amante, vendo-a de todas as maneiras possíveis, a silhueta deslizando suave, como um balé, como um ritual de conquista, como haviam sido todos os encontros de uma rotina ardente.
Cautelosamente fui em direção à porta do quarto, nosso pequeno recanto de apaixonados, abri com a suavidade merecida pela ocasião e contemplei a finura quase inexistente daquele lugar. Era tão mágico quanto uma pedra qualquer.
A magia toda estava naquele par de olhos que cintilavam ao encontro dos meus. Olhos que não me esperavam sobre a cama, nem em nenhum canto do cubículo.
Em busca de seu corpo, fitei ao redor, mas ela não estava lá, não estava mesmo. Sentei-me sobre os lençóis macios e compreendi, havíamos finalmente perdido a batalha.
Batalha que travávamos há um bom tempo e com todas as forças e armas possíveis que um guerreiro pode apoderar-se para os fins de vitória. Sabia, sentia lá no fundo do âmago que ela, desistindo de tudo, se havia partido para o aconchego de seu antigo lar, entregando-se a morte da alma.
Não abri as portas do guarda-roupa minúsculo que permanecia com traços apodrecidos, num ponto do quarto. A coragem do valente me deixava a mercê do medo e da dor da perda. Pensei instantaneamente na morte. Na morte que aquela separação me causava e rezei que ela se concretizasse por fim. Tudo se havia acabado.
Fomos felizes, ainda que nossa felicidade tenha custado quase que a vida de alguns, levando-se em conta nossas origens de rivais praticamente ancestrais.
Mas como seria mesmo possível, tendo linhagens tão oportunistamente diferentes, que conquistássemos um “felizes para sempre”? Não havia a menor pretensão à tão grandiosa façanha, só uma luta desmedida por um sentimento tão vasto que talvez, em nossa infante maturidade nem soubéssemos o que era.
E voltam as lagrimas a jorrar de forma que me torno um tolo abraçado a uma caixa de lenços, com nariz e olhos avermelhados e uma dor tão aterradora quanto inútil. Ela não vai voltar, nunca, é provável. Mas não se engane com meus impropérios, ela não está morta. Bom, acredite nisso se achar um pouco menos grotesco, acredite que sofro por um amor que me foi arrancado pelas mãos de alguma fatalidade. Saiba que longe disso passa essa nossa história.
O choro descontrolado que me leva a jovens fios de cabelos brancos é compatível de quem vê seu amor partir e que agora espera por um ponto final.
Maldito amor! Maldito sentimento que me destrambelha as ideias e devora o fiozinho imperceptível em que se mantivera, por tanto tempo, a dignidade. Que por sinal foi-se também depois de tamanha e desvairada desgraça.
Levava uma vida como outra qualquer, jovem de classe média, estudante, bom carro, bom inglês e pais peculiares de seu status social, diga-se de passagem. Mas então ela surgiu suave, destemida e disposta a deturpar minha vidinha sem graça.
Vinda de uma classe não menos importante nos dias de eleições, mas com residências muito menos glamorosas, simplesmente assolou as estruturas dos pilares centenários de prédios, aos quais me diziam de nosso grande poder aquisitivo.
 Nativa de um lugar tão popular, e dona de si de um jeito único, logo se tornara o foco das minhas emoções, enquanto que nossos genitores, em uma luta inacreditavelmente mesquinha uniram-se para afastar os sentimentos mais nobres que cresciam entre dois apaixonados.
E lutamos, brigamos aos berros por tamanho desespero de amor, rivalizamos com pais desalmados e nos entregamos à paixão mais ardente.
 Olho as paredes medíocres, daquele que por vezes foi um esconderijo acalorado e suspiro. Vejo as garrafas vazias, perdidas pelo chão, recordo o desencontro cruel que me afundara nesse abismo sem fim. E choro como um abobalhado de novo. Maldito!
Clamo pelo que, ao menos, me é de direito. Uma passagem, sem volta, para um lugar aonde não veja nem no mais vil dos sonhos, seus olhos clamando por beijos, nem a pele e nem o perfume de donzela.
E aguardo.




   



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O que o leitor espera de um livro???

Muitas vezes fico me perguntando o que o leitor espera do livro que está em mãos. O que ele quer realmente daquela leitura.

Não, eu não sou partidária daquela máxima de que literatura tem que ter utilidade e já participeis de debates acalorados demais para tentar entrar nesse assunto de novo.

Cheguei a conclusão de que a literatura é viva, é mutável e está em constante transformação, exatamente como deve ser algo feito por e para humanos.

Cada um tira o que quer da leitura, descobre o que precisa e a vê conforme está a sua própria realidade e visão de mundo naquele momento. Então, não é disso que vamos falar aqui.

A questão mesmo é o que o leitor quer daquele livro que está lendo. 

A única resposta que eu encontro é que os leitores querem viver uma experiência.

Seja uma experiência de aprendizado, de descoberta de novos valores ou realidades, de conhecimento, ou seja o mero prazer de ser transportado para uma outra narrativa que não a sua mesma.  Uma vida, uma aventura, um outro mundo. 

E é exatamente isso que nós autores queremos proporcionar, uma experiência de leitura que o toque no coração e o faça viver um momento único.

Por isso eu sou uma dessas defensoras de que o autor, assim como qualquer profissional, precisa estar em constante aprimoramento e em constante desenvolvimento.

E você enquanto leitor o que busca da sua atual leitura?
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O post de hoje se resume a uma imagem e acho que ela fala por si.


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Recursos de Narrativa




Fala minha gente literária, tudo bem com vocês?

Hoje vamos falar de recursos de narrativa e como podem nos ser úteis no momento de emergência.

Sabe quando você tem que colocar uma informação importante e não faz ideia de como inserir isso bem no meio da trama? Bem no meio da complexa teia que criou e jogou os personagens?

Nessa hora é que entram os recursos de narrativa e dois deles são o FlashBack e o FlashForward.

FlashBack é a cena que você recupera e coloca na narrativa através de uma memória ou de uma inserção premeditada que retoma acontecimentos antigos e fundamentais para a conclusão da cena.

FlashForwar (Eu nunca consigo pronunciar isso direito) é uma cena que ainda vai acontecer e você a usa para criar mais tenacidade na trama.

No vídeo abaixo eu discuto sobre isso e acho que pode ser super útil para quem quer criar um livro cheio de reviravoltas e um texto com muito envolvimento.

Dá uma olhadinha lá e depois me diz o que acha.



Este vídeo eu gravei para o projeto Academia da Editora Pendragon e nele discuto como podemos usar esses dois recursos.

Espero que seja mais uma ferramenta potente pra ajudar a você a criar o melhor livro de todos os tempos. Vou ficar ansiosa para ler.

Vamos nessa escrever um livro???


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Conto: Os tapetes dela

Publicado na revisa Mafuá da Universidade Federal de Santa Catarina - Clique Aqui.



Os Tapetes Dela

Sento-me à janela, sentindo a brisa bater em meu rosto. É morna, suave e aquece. Ainda assim continuo sombrio, divagando impropérios, perambulando o olhar pelas ruas apinhadas do lado de lá do vidro. Há um quê de dor em meus pensamentos, ao mesmo passo em que há uma vaga lembrança do que me arrasta para esse abismo. Uma fisgada profunda no coração. SAUDADE. Ora. Que outra desgraça mais profunda poderia causar tamanha calamidade no peito de um bom sujeito como eu? Talvez infarto. É bem possível. Mas por enquanto nos contentemos com a tal da Saudade.  Sempre a maldosa saudade, pura e simples, amarga e dolorosa. Cruel, sórdida, ordinária e também doce, amena, envolvente, que chega de mansinho e se apropria de seu corpo por completo, levando-o aonde bem quiser. E lá me vou com os impropérios mundo afora, sem nem mesmo sair dessa cadeira que range sempre que movo de leve o corpo. Mas não se engane pensando que me aflige uma tristeza excruciante. Não é isso, ou melhor, não é bem isso. Me perturba o afanar da memória que me rouba o melhor do passado. Tempo. Esse ladrão sem-vergonha é bem capaz de me pôr em suspenso no ar, num estado de depressão ardente e fervorosa, perdido num passado quente e muito adocicado, e vago pela falta da memória afanada pelo maldito. Consegue acompanhar, caro amigo? Se consegue, faça o favor de me explicar, pois eu há muito que me perdi nessa conversa desmiolada de um velho desocupado que fica tentando relembrar o passado sem derramar as inevitáveis lágrimas. E é aí que entra meu calamitoso e sombrio estado de espírito... Tudo bem, eu paro de divagar loucuras sem sentido, mas você me promete não me abandonar nessa trajetória em que hei de mergulhar pelas próximas horas?  Está certo, vamos começar nossa caminhada e remontar tempos em que você provavelmente nem era nascido, e talvez nem sua mãe e seu pai também o fossem. E se em algum momento o tédio bater, por favor, me avise. Trato de apimentar a história, ainda que para isso seja necessário desvirtuar algumas das estradas percorridas. É também preciso encher os buracos que se formam na mente de um velho quase acabado, beirando a partida para o descanso eterno, e é provável que a história varie entre fatos e loucuras, por isso peço que releve os defeitos desta velha carcaça. Bom, vamos começar. Mas antes me prometa mais uma coisa, meu jovem. Prometa que não vai me deixar pegar no sono no meio dessa história. Seria um desperdício ter de voltar ao início mais tarde, e também não posso perder o horário dos remédios, malditos, que me deixam ainda mais zonzo do que a idade já o trata de fazer. Então lá me vou pelo túnel do tempo, e volto ao que um dia fora meu reflexo no grande espelho da sala da fazenda em que fui criado. Uma sala refinada e sem o menor aconchego. Um ambiente grande, com tábuas lustrosas como piso e peças de porcelana delicadamente alocadas no arredor, como acabamento. Enquanto tenho apenas sete ou oito anos, me parece um verdadeiro salão de baile, com jarros imensos cheios de flores que me fazem constantemente espirrar e me inflam o nariz. Um nariz que já é de formato engraçado. Corro os olhos pelos arredores, apreciando a pouca luz e o silêncio da noite. Eis que lá está ela, na outra ponta do cômodo, muito além da mesa de madeira pesada, bem ao lado da estante horrorosa que ostenta os cristais da família, passados de geração a geração. E seu olhar é desafiador. Ela é a menina mais feia que conheço, seus cabelos estão sempre emaranhados, amarrados e, ao mesmo tempo, rebelados. Seu corpo é magricelo, não há absolutamente nada de delicado em sua silhueta ossuda de jovenzinha. E é ela minha única e verdadeira amiga, aquela que me vence nas corridas até o lago e me acerta com maçãs quando disputamos uma subida na macieira. É a menina mais atrevida, arrogante e divertida que conheço. Que não pensa duas vezes em contar uma mentira para nos assegurar alguns biscoitos de tia Zuleica ou uma fatia de torta. E esses são os melhores momentos do nosso dia, quando enfiamos biscoitos dentro das mangas das blusas já sujas de alguma das aventuras vividas, ou quando confundimos a tia o suficiente para roubar a torta e nos empanturrarmos dela no curral, dividindo com as galinhas, que também se refestelam sem nunca nos entregar. E à noite, quando finalmente o murmúrio agitado da casa vai silenciando gradativamente, quando meus pais repousam cansados das tarefas que a eles cabem durante o dia, quando tia Zuleica ronca pesado no seu casebre que fica quase colado ao nosso e minha avó resmunga em sonho com os netos, vou sorrateiramente deslizando da cama macia que tanto me convida para um sono profundo e mergulho no corredor escuro, passo por passo, tentando minimizar o ranger das tábuas velhas, que devem ter a idade da minha avó, ou ainda mais, e em todas essas noites ela está lá, do outro lado da sala, rindo baixinho e chacoalhando os cabelos. Olho mais uma vez para o meu reflexo no enorme espelho que minha mãe ganhara em seu casamento e logo ocupara a parede inteira ao lado da escada. Depois olho para ela novamente. E como sempre, vestida com seu pijama de flanela bege e suas meias de lã, ela está desafiando uma cadeira. Argumentando alguma coisa que para mim é totalmente inaudível. Será que ela não dorme nunca? Encolho-me sobre os degraus e me resigno a observar. Se ela dorme não sei, mas eu, enquanto não vejo seu espetáculo, noite após noite, não consigo pregar os olhos. E o show começa. Empunhando um cabo de vassoura que ela premeditadamente surrupiara, se posta sobre um tapete felpudo que, se não me falha a memória, foi outro presente de casamento da minha mãe. E lá se vai Margarida, deslizando pelas tábuas da sala, em cima do tapete velho e empunhando o tal cabo da vassoura. E Margarida sorri, ainda que lhe faltem alguns dentes que logo deverão chegar. E esse nome? Um nome tão gracioso para alguém tão ‘desgraciosa’. Se bem que seu sorriso pode ser acolhedor. E ela fica ali, deslizando por um tempo que me parece eterno. É um pirata, uma barqueira, uma viajante solitária. E eu apenas observando. Uma pausa para um copo de água. Ei meu jovem, você mesmo, será que não traria um copo de água para este velho sonhador? Ah! Obrigado. Um copo de água e podemos retomar nossa viagem no tempo. Pois bem. Margarida, a sobrinha de tia Zuleica, que também não é minha tia, mas uma governanta da fazenda da minha família, está com quase quinze anos. E a maldita agora faz jus ao bendito nome, parece uma flor de tão bonita, com feições delicadas e perfeitas, mas tão arrogante e aventureira quanto antes. E tão apaixonada pelos tapetes quanto sempre. E eu, moço (não tão bonito) que agora frequenta a cidade, ouço os rumores dos rapazes que pretendem cortejá-la e me envolvo aqui e ali com uns socos e chutes em nome de sua imaculada honra. Não que Margarida me interesse de um jeito que não seja o habitual, apenas não posso, de jeito nenhum, perder seu show com os tapetes velhos da minha sala, que já não é tão grande como antes. E agora um enorme branco na cabeça deste velho azucrinado. Um vestido branco, somente essa imagem me vem à cabeça, e depois vejo novamente Margarida, ainda mais linda, beirando os vinte e cinco anos, segurando um bebê miúdo, envolto em mantos bordados por ela mesma com flores rosas. Ah! Sim, Margarida embalando a pequena Rosa, filha que ela carregara em seu ventre como se fosse o maior de todos os tesouros. E agora as duas deslizam pela sala. Mas não a sala de minha mãe. Não pode ser, não vejo os jarros feios que antes eram sempre entulhados de flores que me causavam acesso de asma na adolescência. Que sala é essa? Ser velho é uma coisa dolorosa, como é possível eu ver tão nitidamente o corpo esguio e sedutor da mulher que conheci quando menino, segurando seu bebê nos braços, deslizando no meio da noite sobre um tapete felpudo em uma sala, e não conseguir me lembrar de quem é a maldita sala? Mas me lembro de estar lá, sentado sobre os degraus, sentindo o fogo queimar no peito e saboreando o ninar do bebê com a graça dos movimentos da menina que agora é mãe.
Minha sala. Minha bendita sala. Nossa sala. Minha esposa. Meu bebê. Minha Margarida e minha Rosa.
Mas os tapetes são dela. Definitivamente.





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Aprenda como criar seu livro sem crises


Oi, tudo bem com você?

Já ouviu falar de consultoria de escrita criativa?

Quando estamos iniciando nossa jornada pelos caminhos da escrita encontramos muitos desafios. Eu passei por isso e provavelmente a maioria dos autores de sucesso também.

O processo criativo é bastante complexo e pessoal, mas ter guias e ferramentas podem melhorar seu desempenho e deixar seu trabalho muito mais profissional desde o início.

Contratar uma consultoria com um profissional crítico é um dos passos mais poderosos que você pode dar na direção do sucesso da sua carreira.

Não apenas vai aprender técnicas como ganhar confiança durante a criação da sua obra.

Na consultoria de Escrita Criativo que dou trabalhamos o seu livro como um projeto. Abordando os principais tópicos e tirando dúvidas.


Sinopse;
Cenário;
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Durante uma hora e meia vamos trabalhar na sua obra para que você possa partir do zero que criar um livro incrível que não apenas atenda suas expectativas, mas conquiste seu público-alvo.



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O que a música pode fazer pelo escritor?


Fala pessoas, tudo bem com vocês?

O post de hoje é sobre o importante papel da música no processo criativo do escritor.

Tem muita gente por aí que defende que escrever no silêncio é o mais indicado, ou que ouvir música clássica é a forma correta de estimular seu cérebro. Mas o fato é que a música tem que ser do gênero que você gosta e não qualquer uma.

Muitos estudos científicos já revelaram que estudar enquanto se ouve uma música de que se gosta estimula o cérebro a trabalhar mais.

Escrever é um processo criativo que vai ser influenciado muito por nosso estado de espirito, então uma boa música pode sim mexer com a nossa criatividade.

Inclusive é um dos segredos para quem sofre de "brancos", aqueles momentos de tela vazia em que não conseguimos sair do lugar.

Em uma entrevista, pouco tempo atrás, me perguntaram algumas manias literárias e eu acabei confessando que ouvir música enquanto escrevo é um dos meus maiores hábitos. Contudo, a minha mania é um pouco mais maluca do que eu contei naquele dia. Tem momentos, quando estou muito envolvida com o texto em que estou trabalhando, acabo apertando o botão do "repete" do zenfone e fico ouvindo a mesma música o dia todo. Ué, se está me deixando inspirada por que mudar?

Cada um com a sua loucura, não é?

Fica a dica então: Coloque uma boa música, pegue o papel e a caneta, ou o computador e comece a criar sua obra.

Não importa qual nem quantas vezes você vai escutar a música, o que importa é deixar que ela embale a sua mente e o leve ao trabalho com muito mais prazer.

E aí, o que você costuma escutar quando escreve?

Me conta!


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