Dica para escritores: Verossimilhança



E ai minha gente boa, tudo bem com vocês?

Queria falar sobre uma coisa muito importante e que vejo que causa o maior problemão para os autores, principalmente para quem está começando agora. VEROSSIMILHANÇA.

Mas para isso, primeiro precisamos entender uma coisinha sobre realidade e realidade do romance.

Ao contrário do que se pode pensar, a realidade do romance é diferente da nossa. tá, tudo bem, isso é meio óbvio afinal estamos falando de ficção.

Mas a verdade é que nos deixamos levar pela sensação de que a realidade da história que estamos lendo é a mesma que a nossa e aí é que está, não é.

Quando vamos criar nosso livro, mesmo que a trama se passe no nosso mundo, na nossa época, criamos uma aura, uma história que terá suas peculiaridades e por isso é preciso, antes de mais nada, entender bem isso. Esmiuçar a realidade do romance de um jeito que você a conheça com tamanha exatidão que não vai ter problemas posteriores

Um dos problemas que encontramos ao ler alguns livros é a famosa questão da verossimilhança.

O que acontece gente, é que em alguns momentos o autor acaba fugindo da realidade do romance, da verdade que sua história carrega e se deixa levar por coisas que ele gostaria de colocar e aí não funciona e ficamos com a sensação de que a história está tentando nos enrolar ou simplesmente não convence.

É legal adaptar a realidade do romance à nossa realidade, criando elos que tornam a história mais composta e assim mais convincente. Isso ocorre muito através dos dilemas e desafios que os personagens precisam enfrentar.

A verossimilhança é justamente o ato de você manter a verdade do seu romance, ou seja, não colocar coisas que não aconteceriam naquela realidade. 

Vejo em muitos romances atuais esse problema. Autores querem agradar seus leitores e acabam criando personagens e tramas que desandam, pois não seguem a verdade da história.

Vou dar um exemplo de um livro que li esses tempos, era um romance cujo personagem principal era o chefe de um clã escocês. As falas do personagens eram tão aquém do que eu esperaria de um escocês de mais de 200 anos atrás e cujo papel era ser o chefe da galera, que acabei largando o livro e nunca mais quis ler nada da autora.

É claro que o livro é seu e você faz o que quiser, mas um livro bem escrito é mil vezes melhor que uma porção de livros ruins. Desculpe aí, mas essa é a verdade.

Como manter a verossimilhança por todo o livro?

Bom, aí é que está. Primeiro você tem que conhecer como ninguém a realidade que criou, os personagens, o cenário e todos os aspectos que compõem a história.

Meu amigo autor, isso será sempre um exercício de escrita, leitura e reescrita.

Às vezes, nossos personagens terão que fazer algo que nem a gente nem o leitor gostaria, mas que vai justamente condizer com a personalidade, com o tema e com a verdade da sua história e isso vai tornar seu livro muito mais convincente e verdadeiro.

Li em alguma parte do livro "Sobre a Escrita" do Stephen King esses dias que o leitor percebe quando alguém está tentando enganá-lo e é isso mesmo. O leitor não quer ser enganado, nem ser convencido à goela abaixo de que o fulano faria tal coisa só porque pra você é a situação mais ideal ou mais fácil ou mais romântica.

Eu sempre digo e insisto: Não subestime o leitor.

Crie cenas que levem o personagem a sofrer confrontos, exercite a personalidade dos personagens durante a trama, conduza-o para viver conflitos e lhe dê a chance de fazer a coisa certa ou a coisa errada. E mais, crie oportunidades para que ele se redima, ou para que ele coloque tudo abaixo de vez. Seduza seu leitor com verdades dentro dessa grande mentira que é a história inventada.








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Graci Rocha