Como descobri que eu era escritora.



Oi gente, tudo bem com vocês?

Quem realmente me conhece ou acompanha pelas redes sociais sabe que sou um pouco reservada e sempre evito de expor minha vida particular. Não é por mal, apenas não gosto muito de aparecer. É difícil pra alguém como eu se expor e deixar que as pessoas mergulhem nas coisas mais pessoais. Não que eu tenha um segredo sórdido ou tragédias piores do que a maioria das pessoas. Nada disso. 

Talvez seja o meu lado artístico que prefere que minhas obras e palavras cheguem ao mundo ao invés do meu rosto, talvez eu apenas não consiga lidar bem com a exposição. Vai saber.

Adoro participar de entrevistas e me considero uma pessoa bem comunicativa, mas quando a pergunta é pessoal demais a coisa complica.

Bom, hoje resolvi vencer o desafio e abrir uma particularidade minha. Acordei hoje com a sensação de que devia isso para quem me segue, para os leitores incríveis que me procuram ou fazem seus comentários sobre meus livros e é isso que eu vou fazer.

Vamos voltar no tempo?

Quando eu era criança fui embora do Rio Grande do Sul com a minha mãe, meu irmão e minha irmã mais novos. Viemos morar em Santa Catarina por uma série de motivos que vão além do que sou capaz de contar aqui hoje. (Um desafio por vez, ok?).

Meu irmão tinha quatro anos na época e por algumas razões acabou tendo que voltar para o Rio Grande do Sul para morar com a avó. A vida era difícil e ficar sem ele era ainda mais.

Na época eu não tinha uma orientação, minha mãe não tinha tempo para observar os meus dons e me estimular, nós queríamos sobreviver, reunir a família de novo e não morrer de fome.

Eu já escrevia historinhas nos meus cadernos e também desenhava roupas. Sonhava em ser uma Spice Girl (Eu queria ser a Spot, mas nunca aprendi a dar uma cambalhota direito).

Quando estava na oitava série, naquele mesmo ano, conheci três grandes amigas com quem falo até hoje e a quem amo como irmãs, mesmo um pouco mais distantes. Nós éramos doidas pelos Backstreet Boys, tocávamos ovo na cabeça umas das outras nos aniversários e criávamos maquetes horríveis para os projetos de ciências.

Eu não era uma criança/adolescente triste o tempo todo, mas não era nem de longe uma criança como as outras. Sempre fui de ficar no meu mundo particular, de viver nos meus pensamentos e pensar sempre foi minha melhor qualidade e meu maior defeito. Porque quem pensa demais às vezes acaba deprimido.

E aos doze anos de idade eu me sentia uma criança deprimida, sem futuro e sem nenhum talento aparente (quem diria né?). Sonhava em sair de casa e ganhar na loteria para nunca mais dormir sem janta. Queria ter uma livraria, uma casa de dois andares e o meu irmão por perto.

Eu seria uma boa protagonista de um livro dramático na época. Sonhando com o Keanu Reeves (meu eterno amor platônico) e com um hamburguer da famosa cadeia de fast foods. 

Estive mesmo desmotivada nesse período e cheguei a pensar que na vida não havia um lugar pra mim, que não podia chegar a lugar nenhum e que sonhar não é possível quando ninguém acredita em você ou quando seu estômago está roncando.

Foi quando a professora de português, professora Vera, deu a tarefa que mudou a minha vida. Ela deu o início de uma história e pediu que nós criássemos um conto. E foi o que eu fiz.

Quando terminei e ela conseguiu ler e me avaliar, recebi não só uma nota boa, mas uma frase que mudou a minha vida pra sempre.

"Graci você é uma escritora, nunca perca isso".

Daquele dia em diante eu tive um proposito, tive certeza do que eu era e para que eu tinha nascido. Demorou muito, mas eu cheguei lá. Escrevi um livro, contos, participei de concursos onde fui premiada. Trabalhei duro. Desisti algumas vezes, voltei atrás com mais paixão. Chorei, ri, estudei muito. Mergulhei de coração na literatura.

Faz quase vinte anos que sei que sou uma escritora e finalmente posso dizer pra minha professora que ela tinha razão e agradecer de todo meu coração por ter sido a pessoa que me fez ver aquela que seria a paixão da minha vida, escrever.

Posso ter começado a inventar histórias quando era bem pequena e ficava na frente do espelho da minha avó, mas foi quando fiz essa tarefa que descobri que tinha mesmo nascido pra isso.

E hoje, finalmente, estou lançando meu segundo livro por uma editora e da forma tradicional, sem pagar e tendo que correr feito doida pra vender livros.


Por falar nisso, vocês já viram a capa do meu novo livro?



“Não quero ficar vivo mais do que o necessário, mas viajei por muitos mundos e vivi o bastante para aprender que certas coisas são necessárias em horas difíceis. Você não sente o mal vindo, Cass? ”

Meses se passaram desde o caso Lemúria, em que Cass deu seu showzinho de imortalidade ao salvar a vida de Luke e ainda mandou um demônio direto para o andar debaixo. Agora ela está novamente metida até o pescoço numa confusão repleta de invocadores do mal e criaturas fedorentas que insistem em tentar cravar os dentes nela e nos seus amigos. Com a ajuda dos irmãos Pendragon, o mau-humor do amigo Luke e os feitiços do esquivo Gael, ela terá de lutar com todas as forças e poderes para salvar alguém muito importante, vindo direto do seu passado. Decisões difíceis, muitas lágrimas e mortes inevitáveis quando o fim é apenas o começo.

E tem promoção no site da editora Pendragon. Clique Aqui e faça parte dessa corrente pela literatura brasileira.






6 comentários:

  1. Caramba, como não se emocionar com essa história? Parabéns Graci, você é uma guerreira.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada Brendo, você que me emociona com esse carinho.

      Excluir
  2. Graci, fiquei muito feliz em ser citada nesse seu relato. Em saber que faço parte da fase mais importante (uma das) da sua vida. Só lamento o fato de não poder estar mais perto de você. Mas lembre-se sempre, amo você como a irmã que nunca tive. Adoro relembrar das nossas histórias, um tanto bizarras (kkkk)...
    Também lamento em saber do lado ruim da sua infância, e não ter sido uma amiga muito melhor. Mas, são coisas da vida, fatos que nos tornaram mais fortes!


    Ah, sobre a professora Vera, lembro que um tempo atrás eu a adicionei no face. Até vou dar uma olhada.

    Bjao

    Amo vc, Spot!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Ju, você sabe que sempre foi e sempre vai ser uma irmã pra mim. Vc e as gurias foram minhas parceiras de sonho e amor por BSB e nossa jornada foi incrível. Difícil em alguns momentos e linda em outros. E nem pense que eu esqueci daquele ovo no meu aniversário. Ainda penso na vingança.
      Te amo amiga!

      Excluir
  3. Parabéns menina! Você é incrível demais! um exemplo admirável! Desejo todo sucesso do mundo para você!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigada, feliz demais por você estar aqui.

      Excluir

Deixe o seu comentário ele é muito importante pra mim...
Abraços!
Graci Rocha