Leitura no Brasil e formatos de livros

























Oi gente,

Tudo bem com vocês?

Hoje quero conversar sobre um assunto que aterroriza professores e escritores do Brasil, a leitura e os baixos índices desse segmento. 

Não podemos negar o obvio, o Brasil, apesar de todo o seu tamanho e atual desenvolvimento tem baixíssimos índices de leitura. Mas antes de considerar de fato isso é preciso pensar em alguns pontos... Vejamos:

Até bem pouco tempo nosso país tinha taxas de analfabetismo notoriamente altos, e quando falo notório quero dizer num sentido assustador. Apesar de todas as dificuldades da nossa sociedade e de ainda existirem estados onde a população é praticamente analfabeta, demos um grande salto a esse respeito e com isso o número de leituras subiu. Ainda não o tanto que queremos, mas subiu sim.

Não podemos esperar que um país que até bem pouco tempo era significativamente iletrado se torne o principal leitor do mundo, não é?

E outra coisa a considerar é o investimento precário em educação. Não digam que isso não influencia, pois influencia e muito, gente, num país em que as escolas caem aos pedaços, os livros são pouco difundidos e a população pouco estimulada à educação e leitura, fica difícil né...

Como vamos construir uma sociedade realmente letrada, critica, capaz de pensar por si mesmo e leitora se todas as condições parecem desfavoráveis e contrárias?

Pois é, temos escolas em péssimas condições, professores mal remunerados, filhos sem estimulo ao estudo e leitura, inflação altíssima o que gera um custo de vida elevado e difícil de ser atendido....

E mesmo assim estamos crescendo enquanto leitores. Como explicamos isso?

Além da americanização que além de muitos hábitos como o Fast Food e os games, trouxe também a literatura e a música, temos o fenômeno literário do próprio país, ou seja, surgindo autores que sejam de muita qualidade (o que vem acontecendo em base de explosões digamos assim), mídia diversificada que fortalece o segmento e a disseminação desses profissionais e o cinema que impulsiona e muito (por mais que muitos neguem) a leitura, estamos conseguindo ainda que lentamente, desenvolver nosso meio.
Sim, eu sei, ainda temos muito caminho a percorrer. Ainda falta investimento nos autores brasileiros, ainda falta apoio governamental, escolarização de qualidade, mídias focadas, etc, falta mesmo muito. Mas em relação ao que estávamos há menos de uma década, a coisa está evoluindo e temos que contar méritos por isso... E continuar na expectativa de crescer ainda mais.



Agora vejamos uma das coisas que revolucionou a leitura no Brasil... os novos formatos de livros e não me refiro apenas do surgimento e explosão do segmento digital. É claro que a internet é uma das grandes influenciadoras da literatura, com suas muitas facilidades de acesso e disseminação de culturas, mas neste caso também me refiro aos formatos econômicos que por serem mais baratos se tornaram mais acessíveis ao publico leitor. Este modelo já existe há bastante tempo, mas com menos divulgação e menos facilidade de acesso se tornava bem mais complicado a aquisição dos mesmos. Ou seja, o fenômeno mundial da leitura não está atrelado a um ponto sozinho e sim a uma teia de acontecimentos e ferramentas que o levam ao que está se tornando.

Retornando a internet, aos grandes vendedores de livros com suas promoções alucinadas que levam os leitores às compras de impulso também fazem parte dessa teia, os eventos literários e sua expansiva divulgação abre ainda mais espaço para autores e leitores. 

E no Brasil ainda temos a vantagem de os autores estarem traçando seu caminho pelo mundo literário e serem, em sua maioria, super receptivos e simpáticos, abertos a diálogos com leitores e debates. O que nos leva ainda mais ao aprofundamento do segmento, criando raízes. 


Junta tudo isso, faz um bem bolado e você se vê num país onde a literatura está crescendo e não apenas nas faixas etárias mais elevadas ou camadas sociais de maior poder aquisitivo, não mesmo, os leitores estão em todos os lugares, em todas as camadas e usando todos os tipos de formatos de livros.

É isso minha gente, eu tenho fé que vamos superar a crise econômica do país, conseguir estimular uma educação de qualidade e significativa e vamos formar cada vez mais leitores para os mais diversos gêneros que existem, abrindo espaço para todos os autores talentosos que temos por aí.

E vocês o que acham?

Por hoje é só...

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Graci Rocha