A Leitura Critica e o tabu do escritor contemporâneo


Fiquei algum tempo pensando em como começar este artigo sem me tornar tremendamente invasiva ou assustadora, de qualquer forma  a leitura beta, ou leitura critica, dentro da literatura brasileira é ainda um tema um tanto complexo e confuso para muita gente (um tabu), portanto vou começar com uma breve apresentação, vamos quebrando o gelo e depois batemos um papinho sobre esse assunto fundamental ao escritor.
Vamos lá?
Oiiii, eu me chamo Graci Rocha, sou professora, especialista em metodologia de ensino, sou escritora, estudiosa das letras e técnicas literárias. Sou beta reader profissional, (leitora critica), sou uma espécie de personal structuring book (é assim mesmo que escreve?). Bom, continuando. Até pouco tempo, essa não era uma profissão e sim meu meio de lazer, e eu fazia minhas leituras apenas para os amigos e escritores que me solicitavam por fora, afinal um dinheirinho extra é sempre bem vindo Depois de um tempo a coisa foi ficando séria, e os clientes foram surgindo. Assim fui me tornando uma beta reader, ou melhor, ainda estou me tornando uma, pois acredito que todo dia é dia de aprendizado e superação. Vinculada ao TSA me uni a duas colegas que complementaram ainda mais a ideia de estruturação de uma obra literária.
Mas já falei demais, vamos ao que interessa... O que é a leitura beta? Que bicho é esse que autores impressos e que andam vendendo tanto cospem aos quatro cantos do mundo ai pra dizer que é fundamental?
Simples, o nome já diz tudo. Leitura critica é leitura critica. Mas é claro que existe um ‘porém’, do contrário qualquer um poderia fazer.
A leitura critica mais comum que alguns autores optam por ai e até costumam se dar bem é reunir um numero de leitores do seu estilo e disponibilizar seu original, depois eles marcam o que acham que está faltando, o que está exagerado e o que deve mudar. É algo mais amador e pode deixar alguns furos bem grosseiros, mas em contrapartida quando dá certo é bem barato e já vai reunindo um grupo que pode se tornar fã e divulgador.
A leitura que eu faço é a profissional, que vai detalhadamente analisando a obra, parágrafo por parágrafo, marcando os exageros, os detalhes que faltam, sugerindo pontos ao autor, mencionando técnicas e outras coisas mais. E como eu gosto de fazer algo ainda mais completo ainda faço um parecer geral sobre a obra, para que o autor tenha uma explanação geral sobre o aspecto que ela transmite, e compreenda alguns pontos importantes. Entendam que cada profissional tem seu método de atuação e personalização e preços também. Vai de o autor pesquisar e buscar o que mais se enquadrar na sua busca.
A leitura é fundamental, pois quando estamos escrevendo entramos dentro do mundo que criamos e por já termos em nossa mente toda a história traçada muitas vezes não percebemos algumas falhas ou exageros e nesse ponto o leitor critico entra não como alguém que vem para mostrar que o escritor é errado ou imperfeito, mas para ser seu parceiro na estruturação de uma obra de qualidade literária que venha ganhar mercado e leitores.

A leitura critica é muito comum nos mercados literários americanos, alemães, etc, mas no Brasil assim como o próprio escritor sofre preconceito a leitura beta também é discriminada. É hora de mudar, pois quanto melhor e maior a qualidade de uma obra mais chances ela terá de ganhar o mundo, e portanto o beta reader é como um ilustrador, que vai desenhar seu mapa, ele não vai roubar sua cena, mas vai somar na construção de uma obra linda para encher os olhos do leitor!

2 comentários:

  1. Adorei o post. Realmente, críticas são sempre uma soma de nosso conhecimento e bem-vindos! heheh
    Parabéns pela exposição das ideias, muito bom mesmo!
    Visite meu blog: http://portuguesdoavesso.blogspot.com.br/
    bjos!

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  2. Quanta informação Graci. Muito legal!

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Abraços!
Graci Rocha